Estamos num momento onde o nosso planeta tem a necessidade de restabelecer o sentido da “Deusa” no seu entendimento do divino.
O princípio de conexão ao feminino é necessário para ajudar a orientar o nosso caminho através do labirinto de mudança acelerada que nos rodeia. Eu diria a você que muitos dos nossos problemas surgem como resultado de olhar para Deus como Ele, e de forma externa, como se as conquistas dependessem de fonte externa. Enquanto a forma de visão deveria ser para si, onde está a fonte de conexão do Eu, que é a partícula do sagrado feminino de cada um.
O “princípio feminino” é visto pelas tradições do Oriente como o renascimento e transformação, representa o nutrir e o sustentar no universo.
No principio tântrico de visão do mundo, a força feminina é a natureza sensível e a sustentabilidade do universo, em justaposição com o “princípio masculino”, que é a natureza pró-ativa iniciado pela a força da natureza, poder de criação. O princípio masculino representa a ação e movimento, o princípio feminino produção das ações representando a criação.
Dentro da tradição analítica de Carl Jung e do trabalho de mitólogos como Joseph Campbell, há muita evidência para apoiar a existência do princípio feminino (anima) dentro da psique humana, ao lado do princípio masculino (animus). A definição de Jung de crescimento espiritual dentro do indivíduo, em grande parte refere-se ao desenvolvimento e integração desses componentes masculino e feminino da psique humana.
As tradições religiosas orientais vêm, há milênios, cultuando o princípio feminino. A imagem da Deusa envolveu o planeta por mais de 26.000 anos, até aproximadamente 5.000 aC, a Mãe Divina – a Gaia que é a representação pura do nosso planeta, onde encontra-se a totalidade, não apenas seguindo a orientação do Grande Pai, mas principalmente o Espírito da Grande Mãe Divina.
Convido você a acolher a imagem feminina da Deusa, de volta em sua vida. Sinta a sua presença dentro de você, deixe-a transformar o inverno de sua existência em um suporte criativo de vida primaveril. Quando permitimos que a Deusa renasça na consciência, sua compaixão e sabedoria irão começar a envolver você, imediatamente. Irá gradualmente revelar-se em toda a sua simplicidade e complexidade.
O Sagrado Feminino é a fonte de conexão ao cumprimento de nossa existência como povo e como um planeta.
As deusas sempre foram solicitadas para auxiliar na função de curar as feridas e revelarem padrões de comportamentos.
Acredito que honrar o Feminino significa “viver de acordo com  nossa porção do feminino sagrado”.
Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre do cotidiano e dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrado para cuidar da sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal, ou com as deusas lunares, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas, contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.
Quando me refiro ao Sagrado feminino, não me refiro apenas às mulheres mas, também, aos homens. Pois o poder criativo é feminino e cada homem precisa acessar este poder criativo. Para ir de encontro com a sua força espiritual.
Principalmente os homens que são terapeutas. Podem utilizar-se da intuição para auxiliar seus clientes, e este aspecto é o poder sagrado feminino. É a força dévica feminina dentro de si que vai orientá-lo.
Portanto o sagrado feminino é pra todos.
Claro, hoje é dado ênfase que as mulheres busquem este poder latente em sua força. Porque são elas que dão origem ao mundo, gestando e educando.
São as mulheres as forças sustentadoras dos lares.
Mas o sagrado feminino já é naturalmente delas, mesmo num mundo patriarcal.
Os homens ainda negam esta força, acreditando que perderão identidade.
Busque seu sagrado – sua força criadora. Este momento de transição é o reconhecimento do amor. Amor por si. E a melhor forma de amar a si mesmo é reconhecer sua força latente – A conexão com a Divina – que está dentro do coração. A morada do Ser.

 

 

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